MPIAUÍ

A divisão da literatura piauiense segundo Herculano Moraes

Herculano Moraes, poeta, escritor, historiador, membro da Academia Piauiense de Letras
Postado em 18/4/2017

DIVISÃO PERIÓDICA DA LITERATURA PIAUIENSE

1808 – 2002

(*) Herculano Moraes

 

ORIGEM E DEFINIÇÃO

ANTERIOR A 1808

AUTORES

  • PADRE MIGUEL DE CARVALHO
  • ANTONIO JOSÉ DE MORAIS DURÃO

 

OBRAS REFERENCIAIS

  • DESCRIÇÃO DOS SERTÕES DO PIAUÍ, 1697
  • DESCRIÇÃO DA CAPITANIA DE SÃO JOSÉ DO PIAUÍ, 1772

 

SÚMULA

  • LITERATURA INFORMATIVA
  • DIÁRIOS DE NAVEGAÇÃO
  • RELATÓRIO DE VIAGENS

 

NEOCLASSICISMO (1808 – 1866)

AUTORES

  • OVÍDIO SARAIVA DE CARVALHO
  • LEONARDO CASTELO BRANCO

 

OBRAS REFERÊNCIAIS

  • POEMAS, 1808
  • A CRIAÇÃO UNIVERSAL, 1856

 

SÚMULA

  • 108 COMPOSIÇÕES, 65 EM FORMA DE SONETOS, INFLUÊNCIAS DE BOCAGE, COMPOSIÇÕES VARIADAS: ODES, CANTADAS, EPIGRAMAS,

TEMÁTICA DA TRISTEZA.

  • 4.247 VERSOS SOBRE MECÂNICA E ASTRONOMIA

 


ROMANTISMO (1866 – 1900)

PROSADORES

  • DEOLINDO MOURA, Jornalista (Discursos e artigos, 1870)
  • DAVID MOREIRA CALDAS, Jornalista (Artigos em jornais, 1870/73)
  • COELHO RODRIGUES (Discursos parlamentares, 1867/1900)
  • MARIZ E SÁ (Bela, 1893)

 

POETAS

CONDOREIROS

  • LICURGO DE PAIVA (Flores da noite, 1866) obra que introduziu

o romantismo no Piauí

  • ·        LUISA AMÉLIA DE QUEIROZ BRANDÃO (Flores incultas, 1875)
  • ·        JOAQUIM RIBEIRO GONÇALVES (Rimas, 1882)
  • ·        ANÍSIO DE ABREU (Íntimos, 1882)

 

SERTANEJISTAS

  • ·        JOSÉ CORIOLANO (Impressões e Gemidos, 1870)
  • ·        HERMÍNIO CASTELO BRANCO (Lira Sertaneja, 1881)

Originalmente Ecos do Coração

  • ·        TEODORO CASTELO BRANCO (A harpa do caçador, 1887)
  • ·        JOSÉ MANOEL DE FREITAS (Poemas esparsos em revistas

e jornais ainda não resgatados

 

SÚMULA

  • ·        OS VULTOS MAIS EXPRESSIVOS DESTA FASE DEDICARAM-SE, BASICAMENTE, À POLÍTICA, AO JORNALISMO, À DISTRIBUIÇÃO DE IDÉIAS E TEORIAS NAS QUAIS ACREDITAM
  • ·        O Romantismo foi introduzido no Piauí por Licurgo de Paiva, com o livro Flores da Noite, prefaciado por Tobias Barreto. Os românticos piauienses dividiram-se entre os que seguiram a linha social e lírica de Castro Alves, Fagundes Varela e Casimiro de Abreu – condoreiros – e a poesia que buscava inspiração e tema no comportamento e na linguagem

do homem do campo – sertanejistas


NATURALISMO (1878 – 1900)

AUTORES/OBRAS REFERÊNCIAS

  • ·        FRANCISCO GIL CASTELO BRANCO (Ataliba, O vaqueiro, 1878) romance sobre a seca de 1870, ambientada no antigo Marvão, hoje Castelo do Piauí
  • ·        JOÃO ALFREDO DE FREITAS (Contos, 1883)

 

REALISMO (1909 – 1925)

AUTORES/OBRAS REFERÊNCIAS

  • ·        ESMARAGDO DE FREITAS (Consolo Amargo, 1908) novela

publicada em folhetim

  • ·        ABDIAS NEVES (Um manicaca, 1909) romance de costumes

Sobre a sociedade teresinense do século XX

  • ·        CLODOALDO FREITAS (Em roda dos fatos, 1911)
  • ·        JOÃO PINHEIRO (Fogo de palha, 1925)

 

PARNASIANISMO (1900 – 1940)

AUTORES/OBRAS REFERÊNCIAS

  • ·        ANTÔNIO CHAVES (Poema da Mágoa, 1900)
  • ·        TAUMATURCO VAZ (Cantigas, 1900)
  • ·        AMÉLIA BEVILÁQUIA (Vesta, 1908)
  • ·        ZITO BAPTISTA (Chama Extinta, 1918)
  • ·        BAURÉLIO MANGABEIRA (Sonetos piauienses, 1930)
  • ·        MOURA RÊGO (Ascenção dos sonhos, 1935)

 

SIMBOLISMO (1900 – 1927)

AUTORES/OBRAS REFERÊNCIAS

  • ·        JONAS DA SILVA (Ânforas, 1900)
  • ·        DA COSTA E SILVA (Sangue, 1908 – Zodíaco, 1917)
  • ·        FÉLIZ PACHECO (Via crucis, 1900 – Poesias, 1914)
  • ·        CELSO PINHEIRO (Nevroses, 1907)
  • ·        LUCÍDIO FREITAS (Alexandrinos, 1912)
  • ·        ALCIDES FREITAS (Vida obscura, 1917)

 

 

MODERNISMO

(Período de transição – 1ª fase – 1927 – 1940) Cenáculo Piauiense de Letras

Antônio Neves de Melo, Osires Neves de Melo, Oton Rego Monteiro lideraram

A criação do Cenáculo, que seria instituto na década de 1930

PROSADORES

  • ·        BERILO NEVES (Costela de Adão, 1929)
  • ·        ALUIZIO NAPOLEÃO (Segredo, 1935)
  • ·        PERMÍNIO ASFORA (Sapé, 1940)
  • ·        JOAQUIM DE SOUSA NETO (O culpado, 1940)

 

POETAS

  • ·        JOÃO PERRY (Os meus sonetos, 1916)
  • ·        MARTINS NAPOLEÃO (Copa de Ébano, 1927)
  • ·        MARTINS VIEIRA (Canto da Terra Mártire, 1940)
  • ·        VERAS DE HOLANDA (Sombras noturnas, 1940)
  • ·        ISABEL VILHENA (Seara Humilde, 1940)

 

MODERNISMO  (2ª Fase – 1940 – 1965) Caderno de Letras Meridiano

Movimento de Renovação Cultural.

Manoel Paulo Nunes, O.G. Rego de Carvalho e H. Dobal lideraram o Movimento Meridiano, cabendo a R.N. Monteiro de Santana a liderança do M.R.C

 

PROSADORES

  • ·        CRISTINO CASTELO BRANCO (Homens que iluminam, 1946)
  • ·        RENATO CASTELO BRANCO (Teodoro Bicanca, 1948)
  • ·        CARLOS CASTELLO BRANCO (Continhos brasileiros, 1952)
  • ·        VÍTOR GONÇALVES NETO (Conversa tão somente, 1957)
  • ·        ÁLVARO FERREIRA (Da terra simples, 1958)
  • ·        ARTUR PASSOS (Lendas e Fatos, 1958)
  • ·        FONTES IBIAPINA (Chão de meu Deus, 1958)
  • ·        LILI CASTELO BRANCO (Ermelinda, 1961)
  • ·        BUGYJA BRITO (Zabelê, 1962)
  • ·        FRANCISCO PEREIRA DA SILVA (Chapéu de sebo, 1963)
  • ·        ALVINA GAMEIRO (O Vale das açucenas, 1963)
  • ·        PEDRO CELESTINO DE BARROS (Sinais de seca, 1964)

 

POETAS

  • ·        JOSÉ NEWTON DE FREITAS (Deslumbrado, 1940)
  • ·        EDISON CUNHA (Vozes imortais, 1945)
  • ·        OLIVEIRA NETO (Ícaro, 1951)
  • ·        JOÃO FERRY (Chapada do corisco, 1952)
  • ·        MÁRIO FAUSTINO (O homem e sua honra, 1955)
  • ·        DOMINGOS FONSECA (Poemas e canções, 1956)
  • ·        ALTEVIR ALENCAR (Sonho e realidade)
  • ·        ÁLVARO PACHECO (Os instantes e os gestos, 1958)
  • ·        LUIZ LOPES SOBRINHO (Vozes da terra, 1960)
  • ·        CID T. ABREU (Poemas I, 1961)
  • ·        BALDUINO BARBOSA DE DEUS (Folhas caídas, 1964)
  • ·        CLÓVIS MOURA (Argila de memória, 1964)

 

VANGUARDISMO

(Círculo Literário Piauiense – CLIP – 1965 – 1978)

 

PROSADORES

 

  • ·        ASSIS BRASIL (Beira Rio Beira Vida, 1965)
  • ·        CASTRO AGUIAR (Caminho de perdição, 1965)
  • ·        WILLIAM PALHA DIAS (Endoema, 1965)
  • ·        O.G. RÊGO (Rio Subterrâneo, 1967)
  • ·        MAGALHÃES DA COSTA (Casos contados, 1970)
  • ·        A TITO FILHO (Teresina, meu amor, 1973)
  • ·        LILIZINHA CASTELO BRANCO (Quinze anos depois, 1977)
  • ·        JEANETE D EMORAES SOUSA (A vida, um hino de amor, 1977)
  • ·        CÂNDIDO GUERRA (Do calcinado agreste do inferno verde, 1977)
  • ·        JOÃO EMÍLIO FALCÃO COSTA FILHO (Aleluia, 1977)

 

POETAS

 

  • ·        NERINA CASTELO BRANCO (Poesias modernas, 1965)
  • ·        H. DOBAL (O tempo conseqüente, 1966)
  • ·        FRANCISCO MIGUEL DE SOUSA (Areias, 1966)
  • ·        ALBERTO DA COSTA E SILVA (Livro de linhagem, 1966)
  • ·        HERCULANO MORAES (Vozes sem Eco, 1967)
  • ·        GREGÓRIO DE MORAES (Auroras perdidas, 1969)
  • ·        BARROS PINHO (Planisfério, 1969)
  • ·        JOSÉ RIBEIRO E SILVA (Colheita Mística, 1970)
  • ·        HARDI FILHO (Gruta iluminada, 1971)
  • ·        TORQUATO NETO (Os últimos dias de paupéria, 1973)
  • ·        ALCENOR CANDEIRA FILHO (Sombras entre ruínas, 1975)
  • ·        SANTIAGO VASQUES FILHO (Bronze e cristais, 1975)
  • ·        ODÍLO COSTA, Filho (Notícias de amor, 1976)
  • ·        V. DE ARAÚJO (Murmúrios das Flores, 1977)

 

PÓS-VANGUARDISMO

Alternativa do Mimeógrafo – 1978 – 1987

 

PROSADORES

 

  • ·        JOSÉ PEREIRA BEZERRA (Prisioneiro da liberdade, 1978)
  • ·        JOÃO BOSCO DA SILVA (Pensão Cassilda, Familiar, 1978)
  • ·        JOSIAS CLARENCE (Simplício, simplição da Parnaíba, 1978)
  • ·        PAULO VERAS (Cabeça de cuia, 1979)
  • ·        RUBEM NERY COSTA (Asas, 1980)
  • ·        J. RIBAMAR OLIVEIRA (Porto da Imaculada Conceição dos Marruás, 1979)
  • ·        OSVALDO SOARES DO NASCIMENTO (Proteínas para raça eleita, 1979)
  • ·        JOSÉ EXPEDITO RÊGO (Né de Sousa, 1981)
  • ·        JOSÉ RIBAMAR GARCIA (Cavaleiros da noite, 1984)
  • ·        LUYIZ ROCHA (Saga da terra, 1986)
  • ·        AFONSO LIGÓRIO (Só esta vez, 1987)

 

POETAS

 

  • ·        PAULO HENRIQUE MACHADO (Ta pronto, Seu Lobo?, 1978)
  • ·        WILLIAM MELO SOARES (Com licença da palavra, 1978)
  • ·        CARVALHO NETO (Variantes de berro, 1978)
  • ·        NELSON NUNES (Oper-á-ria, 1978)
  • ·        HUMBERTO GUIMARÃES (Essência em conflito, 1981)
  • ·        OZILDO BATISTA DE BARROS (ETC e tal, 1981)
  • ·        RIBAMAR MATOS (Poeira da estrada, 1984)
  • ·        JAMERSON LEMOS (Superfície do vento, 1985)
  • ·        ELIAS PAZ E SILVA (Poemário I, 1985)
  • ·        CID T. ABREU (Moenda, 1986)
  • ·        RUBERVAM DU NASCIMENTO (A profissão dos peixes, 1987)
  • ·        RAMSÉS RAMOS (Percurso do verbo, 1987)
  • ·        NETO SAMBAIBA (O maluco inteligente, 1987)

 

MILENISMO

PERÍODO QUE SE INICIA EM 1987 ATÉ OS DIAS ATUAIS

 

PROSADORES

 

  • ·        HEITOR CASTELO BRANCO FILHO (O sócio da onça, 1988)
  • ·        PEDRO S. RIBEIRO (Vento geral, 1988)
  • ·        CLÉA REZENDE NEVES DE MELO (Á sombra da Buganvílias

e Madressilvas, 1989)

  • ·        MELQUISEDEQUE VIANA (Contos e recontos, 1992)
  • ·        CINÉAS SANTOS (O menino que descobriu as palavras, 1992)
  • ·        JOÃO JOSÉ DE ANDRADE FERRAZ (Estorinhas do dia-a-dia, 1994)
  • ·        WAGNER SARAIVA DE LEMOS (Narrativas de algumas lembranças, 1994)
  • ·        ANTENOR RÊGO FILHO (Jacurutu, 1995)
  • ·        DEUSDETE MOITA (Atirando a esmo, 1995)
  • ·        NORBELINO LIRA DE CARVALHO (O último coronel, 1995)
  • ·        LISETE NAPOLEÃO (Quem conta um conto, aumenta um ponto, 1996)
  • ·        AIRTON SAMPAIO (Contos da terra do sol, 1997)
  • ·        OTON LUSTOSA (Meia vida, 1998)
  • ·        FRANCISCO MONTEIRO JÚNIOR (A obscuridade humana, 1999)
  • ·        JOSÉ SOARES DE ALBUQUERQUE (Os cupins, 2000)
  • ·        HOMERO CASTELO BRANCO (Ecos de Amarante, 2001)
  • ·        ANTONIO DE DEUS NETO (O piercing, 2002)
  • ·        ZÓZIMO TÁVARES (O velho Jequitibá, 2002)

 

POETAS

 

  • ·        ELMAR CARVALHO (Cromos de Campo Maior, 1990)
  • ·        DURVALINO FILHO (Caçadores de prosódias, 1994)
  • ·        CHICO CASTRO (O livro do carona, 1994)
  • ·        ÉLIO FERREIRA (O contra-lei & outros poemas, 1994)
  • ·        RONALDO ALVES MOUSINHO (Asas para o Apogeu, 1994)
  • ·        CHICO BORGES (Corpos negros, 1996)
  • ·        DILSON LAGES MONTEIRO (Colméia de Concreto, 1997)
  • ·        GRAÇA VILHENA (Em todo canto, 1997)
  • ·        REINALDO BARROS TORRES (Madrigais, 1997)
  • ·        FRANCIGELDA RIBEIRO (Estrada virgem, 1997)
  • ·        DUCILENE MARQUES VIANA (Lágrimas da alma, 1998)
  • ·        FLÁVIA ROBERTA (Margaridas selvagens, 1999)
  • ·        VINÍCIUS DE CARVALHO (Pétalas do mundo, 1999)
  • ·        WANDERSON LIMA (Escola de Ícaro, 1999)
  • ·        MARIA NILZA (Labirintos do amor, 1999)
  • ·        ADRIANO LOBÃO ARAGÃO (Uns poemas, 1999)
  • ·        ANDRÉ AMORIM (O tempo dissolvido, 2000)
  • ·        SONIA LEAL FREITAS (O cedro do Éden, 2002)

 

(*) Herculano Moraes é jornalista e escritor. Autor, dentre outros, de Visão Histórica da Literatura Piauiense (quatro edições).

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