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Em Sergipe aguabranquense é referencia no xadrez

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Kélvyn Cardoso garotinho Piauiense, filho de Djalma Cardoso e de Lucimar Soares aguabranquenses que estão morando em Sergipe. Ele está se destacando no xadrez sergipano, começou a jogar em março de 2015 com apenas 9 anos, mas já coleciona vários títulos.

Neste sábado dia 11 de novembro se consagrou Campeão sergipano por categoria no Sub 12, ganhando 5 das 5 partidas jogadas, aproveitamento de 100%. Hoje possui 25 troféus e 50 medalhas. Além de mais esse título ele é: BI-Campeão dos jogos escolares da TV Sergipe, esse feito ainda não atingido por um jogador no estado. Tri-Campeão Sergipano de xadrez rápido, e vários outros títulos. No seu primeiro Brasileiro de xadrez, disputado em Minas Gerais em 2016 de 42 jogadores terminou em 12º, competição muito forte.

Hoje ele é MSJ (mestre sergipano júnior) título adquirido após chegar a certa pontuação de rating entre 2001 a 2100 pontos (é um método utilizado para se calcular a força relativa entre enxadristas) entre os jogadores do Estado de Sergipe. Atualmente Kélvyn está com 2034 de rating.

O xadrez chegou na vida do Kélvyn através de seu pai, Djalma Cardoso que é amante do jogo e acredita na importância da prática do xadrez na formação intelectual da criança e formação do ser humano, pois possui vários benefícios como raciocínio lógico, atenção, concentração, criatividade, imaginação, paciência e lidar com as derrotas. Xadrez também faz melhorar o rendimento escolar das crianças, vários estudos comprovam essa melhora. Em alguns países o xadrez é obrigatório, por exemplo na Armênia em 2011 se tornou obrigatório, e estimativa foi que o governo investiu 1,5 milhões de dólares para ensinar xadrez para todas as crianças que a partir de 6 anos já tem aulas obrigatórias nas escolas.

O xadrez em Água Branca começou com uma brincadeira entre Djalma e seu amigo o professor Rubens, jogando de forma recreativa nas calçadas da cidade. Hoje Rubens continua com as aulas que Djalma começou de forma voluntária em uma escola pública do município. Djalma hoje pode afirmar que o xadrez em água branca precisa de incentivo, ser valorizado, pois já se tem vários resultados positivos, campeões estaduais e representantes aguabranquenses nos jogos escolares de 2016 e 2017. Precisa ser investido em material, precisa ser aprovada uma lei para que o xadrez seja incluído na grade curricular das crianças, um investimento baixo e com grande retorno, mas infelizmente ainda está muito abaixo do nível nacional e o brasil abaixo do nível mundial. Mas não seria tão fácil, já que o Brasil é conhecido como o país do futebol e do carnaval, além da falta de vontade das autoridades políticas em meio tantas denúncias de corrupção.

O xadrez é tão importante como todas as outras disciplinas escolares, é o único esporte em que uma partida é disputada entre dois jogadores, independente da idade, independente do sexo, independente da condição física, pois não é um esporte de contato.

Fonte: Redação MPiaui Água Branca.

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